9 meses após Elon Musk comprar o Twitter, o mês de julho começou com um mais um lançamento do Meta, o Threads, uma plataforma que concorre diretamente com a plataforma do dono da SpaceX.
No dia 27 de outubro de 2022, Elon Musk oficializou a compra do Twitter, de lá pra cá, as notícias sobre a plataforma não pararam. De cara, Musk iniciou diversas mudanças, desde o quadro de colaboradores até algumas funcionalidades do app.
Quais foram as principais mudanças no Twitter nos últimos meses
Uma das primeiras mudanças implementadas por Elon Musk foi a remoção do “Twitter for iPhone” ou “Twitter for Android”. De acordo com o CEO, esses indicativos não faziam diferença no funcionamento, por isso era dispensável.
Logo no começo, Musk também reduziu pela metade o quadro de colaboradores. Foram 3,7 pessoas demitidas. Na ocasião, Musk esclareceu: “Em relação à redução de força do Twitter, infelizmente não há escolha quando a empresa está perdendo mais de US$ 4 milhões/dia”.
Mas as mudanças não pararam por aí! O CEO também reduziu as enquetes oficiais apenas para usuários do Twitter Blue, baniu perfis da plataforma e tomou medidas para incentivar a liberdade de expressão.
Cada mudança chegava aos meios de comunicação dividindo opiniões, uns contra, outros a favor, mas o ponto mais importante era: o que essas mudanças e opiniões sinalizavam.
Essa é a grande sacada do benchmarking!
Basicamente, o benchmarking é um processo de estudo de concorrência. Essa estratégia consiste em analisar diversos fatores de outras empresas do mesmo setor, e usar esses dados para melhorar processos, reduzir custos, ampliar a margem de lucro etc.
Ao analisar a estrutura, dinâmica, posicionamento e diversos fatores de empresas que escalaram, é possível validar com um custo muito menor algumas hipóteses.
Todas as notícias e posicionamentos sobre o Twitter serviram de aprendizado para o Meta entender como deveriam se posicionar, o que os usuários valorizam e quais caminhos deveriam evitar.
Mas não é só isso. Um benchmarking eficiente depende de pesquisa, análise, testes para avaliar a melhor maneira de levar esse conhecimento para o mundo real.
Como fazer um benchmarking eficiênte
1. Entenda qual é o seu objetivo!
Existem quatro diferentes tipos de benchmarking e cada um tem um objetivo específico. Confira quais são:
– Genérico: este modelo não é feito necessariamente com concorrentes diretos e dentro do seu próprio segmento. Se seu objetivo é aumentar a produtividade ou melhorar o relacionamento com clientes, você pode se inspirar em empresas como Disney e Apple.
– Competitivo: como o próprio nome já diz, este modelo analisa concorrentes diretos em uma espécie de competição, analisando pontos fortes e fracos, entendendo como e onde investir para crescer. Na prática, é como uma loja de tênis comprar o produto do concorrente para estudá-lo e aprender com os erros e acertos. Para este modelo de análise, as informações são muito importantes.
– Cooperativos: este modelo consiste em unir forças com seu concorrente para aumentar o aprendizado de ambos. Por exemplo, uma empresa que presta serviço no sul se une com uma empresa que presta o mesmo serviço no norte e as duas trocam experiências e aprendizados. O mais importante é se unir com quem não compete diretamente pelo mesmo cliente.
– Interno: agora é hora de olhar para dentro! Se sua empresa possui times diferentes onde um perfoma melhor que o outro, você pode aplicar um benchmarking interno e aprender com quem tem os melhores resultados.
2. Desenvolva seu planejamento.
Depois de entender qual (ou quais) modelos utilizar, chegou a hora de desenvolver um planejamento. Nesta fase é importante descrever exatamente quais problemas você busca resolver, as métricas que você pretende analisar e quais concorrentes serão analisados.
A riqueza de informações nesta etapa é a chave para ter uma visão clara e assertiva.
3. Coleta e análise dos dados
Depois de saber para onde vai, chegou a hora de criar uma trilha. Esta etapa varia de acordo com sua estratégia. Concentre-se na qualidade e na quantidade de informações.
Um grande desafio nesta etapa é entender qual dado é relevante e qual não é. Para solucionar este problema, responda a seguinte pergunta: como esta informação me aproxima do meu objetivo?.
Por exemplo, se seu objetivo é melhorar o desempenho do seu time comercial, se concentra em entender o processo interno, roteiro de vendas e até programas de incentivo que seus concorrentes oferecem.
4. Aplique e monitore!
Depois de captar, analisar e filtrar todas as informações, chegou a hora de criar um plano de ação. Estruture como você vai colocar isso em prática. O mais importante nesta etapa é ser realista. Crie um plano viável de aplicação e acompanhe o progresso do seu time. Se necessário, corrija a rota, mas não perca seu objetivo de vista.
Concluindo
Os erros e acertos do Twitter foram essenciais para a criação do Threads, que desde o lançamento proporcionou uma alta de quase 3% em ações do Mate, um aumento significativo comparado com a semana anterior.
Sua empresa também pode aprender com seus concorrentes! Fique sempre de olho nas no mercado e aproveite as oportunidades.
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