O urgente vai ser entregue, com ou sem você.

Vivemos na época das urgências, ou melhor, na época da banalização das urgências.

Mariana Faleiros

Há 20 anos nossos pais trabalhavam sem internet, plataformas, aplicativos e wi-fi, o retorno de informação era moroso e ainda assim, as 8 horas diárias de expediente eram o suficiente. Hoje temos o mesmo tempo para organizar, produzir e concluir nossas demandas, mesmo com os benditos adventos da tecnologia. Percebe que temos o mesmo tempo para lidar com um maior número de informações e ainda assim entregar o dobro de trabalho?

Vivemos na época das urgências, ou melhor, na época da banalização das urgências.

Tudo é prioridade pra ontem, trabalhamos com prazos que ficaram no passado, antes mesmo de existir no agora.

A questão é que todo mundo quer sair na frente. Os ovos de páscoa já aparecem em fevereiro nos corredores dos supermercados, coleções e campanhas tem tempo mínimo de criação e vida útil. No meio desse rebuliço todo, a perfeição fica a mercê da técnica de quem consegue terminar seu trabalho, sem se render à pressão e entregar tudo, mesmo com prazo de miojo.

Urgência virou hábito, isso é fato, e é muito importante que sua equipe entenda essa mecânica pós-modernista, afinal, com prazo ou não os trabalhos serão entregues e o comprometimento vai além de vestir camisa e o escambau. O que vale ouro agora é correr junto, é fazer parte do time entrosado que leva os três pontos pra casa, é se dispor a pensar juntos em soluções, é trocar informações e pontos de vistas. É por teu nome em trampo bom.

Se vale uma dica, não seja o peso morto da sua equipe, uma hora ou outra você vai ser deixado para trás, não por maldade, mas por falta de escolha. 

Correr com pouco peso é menos cansativo.

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