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Jingle: só de ler, você pensou em um

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Quantos ritmos, letras e marcas vem à sua cabeça quando dizemos a palavra “Jingle”? Acredito que muitos.

Desde muito tempo, a música tem ajudado marcas ao redor do mundo a vender e conquistar o seu lugar de destaque na mente do consumidor. Costumes inteiros foram criados por essa soma entre palavras e melodia – não é mesmo, Pipoca e Guaraná?

Pensando em sua importância não só para os resultados, mas também para a história da propaganda, hoje falaremos sobre ele. 

Sabemos que o jingle sabe muito bem aproveitar seu espaço e aqui não será diferente. Vamos lá?

Mas antes, queria te perguntar: já leu os textos abaixo?

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O que é jingle?

Só de ler já dá para ver que a palavra jingle não é um termo de origem portuguesa. Importado da mesma forma como é usado nos Estados Unidos, o jingle é uma canção com objetivos publicitários, ou seja, divulgar produtos e serviços de uma empresa.

Criado em meados dos anos 1920, graças à popularização do rádio como veículo de massa, o Jingle é uma ferramenta amplamente utilizada pela publicidade para fazer com que uma marca entre no imaginário popular do seu consumidor.

Mesmo com a passagem do tempo e a transformação de muitos deles em imagens, ganhando seus 30” e 1’ de fama nas redes televisivas, ele se mostrou ser a prova do tempo e se mantém cada vez mais atual. 

E quem atesta a eficiência da música é a ciência.

O cérebro adora se lembrar de música

“Como você se lembra de uma letra inteira de certa música mas não das coisas que estudou?”

Quem nunca passou pela situação acima, ou nunca estudou ou tem “memória fotográfica”? É claro que a primeira opção é muito mais provável. Afinal, você não sabe o porquê, mas sempre foi fácil gravar músicas na cabeça do que outros materiais. 

Segundo sua explicação de André Malta, especialista em literatura da Grécia Antiga, “no livro Prefácio de Platão, diz que o conteúdo de conversas cotidianas (e, por tabela, do texto corrido dos livros didáticos) é vulnerável ao fenômeno do telefone sem fio: você reformula os enunciados em vez de transmiti-los ao pé da letra, porque o que interessa é a mensagem e não as palavras.”

Ele continua, dizendo que “a música não permite reformulação: as palavras em si importam tanto quanto o sentido, porque o número de sílabas, a acentuação e as rimas determinam o que encaixa ou não. O ritmo cria um padrão que favorece a memorização”.

Por isso você se lembra de algumas letras de 10, 15, 20 anos atrás. E também por isso, a música é uma ferramenta fortíssima de divulgação. Vende a marca, a empresa e ainda tem o efeito “chiclete” que gruda na cabeça do receptor. 

E quando o assunto é jingle, o Brasil tem um banco de dados riquíssimo, repleto de talentos e composições memoráveis.

Jingles ficam na memória

Além dos clássicos que todo mundo cita e mostra por aí, queremos trazer alguns aqui de uma maneira um pouco diferente. 

Selecionamos três jingles e colocamos cada um deles em uma categoria específica que criamos. Elas se chamam: Músicas criadas para serem Jingles; Músicas adaptadas para serem Jingles; Músicas usadas em Jingle.

  • Músicas criadas para serem Jingles:
    • Músicas inéditas, compostas unicamente para serem usadas com fins publicitários. Por exemplo, a criação de Hélio Ziskind, uma lenda das músicas infantis – tem no currículo diversas composições para a TV Cultura, como Castelo Rá-Tim-Bum e Cocoricó – para a Johnson’s Baby, Cabelo. Ou mesmo o clássico e premiadíssimo case da Honda, que foi Grand Prix em Cannes e levou o disputado “lápis preto” do D&AD que nos diz “se você odeia algo, mude algo”.
  • Músicas adaptadas para serem Jingles:
    • Nesta modalidade, colocamos as músicas que já existem e são adaptadas para serem jingles, as famosas paródias. Por exemplo, o sucesso de Naiara Azevedo, “50 Reais”, virou “Chama é o App do Gás” para divulgar o app da Chama Technologies.
  • Músicas usadas em Jingle:
    • Já nesta, incluímos aquelas que não foram modificadas em nada e, mesmo assim, se encaixam perfeitamente em um anúncio – ou fizeram uma propaganda perfeita para a música, enfim – como é o caso do clássico da Faber Castell, com a Aquarela, de Toquinho.

Você mesmo, inclusive, deve ter se lembrado de alguns que se encaixem nas modalidades acima. Esse é o poder do jingle. Por ser música, ele faz mais do que anunciar, nos remete lembranças, marca época, nos traz sentimentos. 

Depois de viver esta mescla de nostalgia, euforia e alegria, ainda tem dúvidas da enorme força desta ferramenta? Nós também não.

Uma ferramenta emocional

Ficou mais do que claro que o jingle, assim como diversas peças publicitárias, fazem parte não só do mundo dos negócios, mas da nossa cultura. Assim como diversas frases inesquecíveis – bonita camisa, Fernandinho – as músicas comerciais são cantadas até hoje.

Em uma época onde as marcas estão em um verdadeiro ringue, brigando pela atenção e audiência do seu cliente, parece ser uma excelente ideia produzir uma peça que ficará por anos na cabeça do consumidor.

Para você também? Então está na hora de deixar o seu negócio soltar a voz.

Mas cuidado: a sociedade pode nunca mais se esquecer da sua marca.

Ah, mais uma coisa: veja abaixo nossos últimos jingles.

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