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Este título não é de futebol

bangboo

A parte mais difícil de uma produção textual, sem sombra de dúvidas, é o título. 

Como uma única linha pode resumir, instigar, chamar a atenção e ao mesmo tempo levar o peso de toda a uma peça? Pois é. Se você escreve, mesmo que por hobby, sabe disso.

Agora, imagine se ele precisa vender uma marca, representar uma ideia e captar a atenção de um público que, em teoria, não está interessado no que você tem a dizer.

Essa é a rotina de um título publicitário. E é sobre eles que falaremos hoje.

Mas antes…

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O que é um título publicitário?

Para falarmos um pouco sobre títulos e sua fórmula química de composição, vamos entender um pouco de teoria.

Assim, explicando de forma técnica, o título é a linha que aparece no topo, ou em evidência, de um anúncio publicitário. Ele tem o papel de resumir a vantagem, destaque ou ponto de diferenciação que o produto, serviço ou marca em si, oferece ao seu público. 

O título, de maneira geral, promete um benefício. Ele é o captor da atenção do seu cliente, o elemento de conquista de uma peça, ou em outras palavras, uma “isca”. 

A diferença de um para outro, seus parâmetros de força, impacto e destaque dependem de dois ingredientes: inteligência e criatividade.

Quanto mais estes dois forem misturados, melhor ele fica.

Você pode dizer: “Meu inseticida mata mais que o concorrente”.

Ou: É claro que existem empresas mais baratas. Mas é isso que você quer? Mais baratas?.

É, agora acredito seu poder tenha ficado mais claro.

Título não é Slogan

Como falamos em nossa matéria sobre slogans, ele e o título são ferramentas diferentes dentro de uma peça publicitária e cada um exerce um papel.

Enquanto o título é feito para atrair a atenção do público, usando de diversos meios para isso, sejam eles humorísticos, dramáticos, históricos, culturais e tantos outros, o slogan tem outra função.

Sua missão na peça é determinar o posicionamento do anunciante, construir marca, assinar o anúncio. 

O título é mais versátil, pode ser “mudado conforme o vento”, se for necessário. Já o slogan é algo mais “fixo” e demora para ser trocado. Se for trocado.

Saber não apenas diferenciá-los, mas também como trabalhar cada um deles com públicos distintos é a chave para uma boa ação.

É claro, precisamos ver alguns dos que fizeram história trabalhando.

Títulos que foram escritos na memória

Ricardo Freire

Alguns títulos não são escritos por teclado, smartphone, muito menos caneta ou lápis. Eles são cravados pela criatividade e inteligência na parede mais importante de todas: a memória. 

São muitos, mas trouxe apenas cinco daqueles que fazem parte da história da propaganda.

“Eu nunca leio The Economist”.  Estagiário, 42 anos. 

The Economist

David Abbott

Michael Jordan: 1 Isaac Newton: 0

Nike

Tim Riley

“A 60 milhas por hora, o ruído mais alto do novo Rolls-Royce vem do relógio elétrico”

Rolls-Royce

David Ogilvy

Veja

Eugênio Mohallem

Nívea

David Romanetto

Percebeu que todos falam dos benefícios do seu produto, mas de uma forma criativa e memorável? Este é o poder de um bom título.

A luta pela atenção

Sejamos sinceros: a maioria das pessoas não quer ver anúncios. Elas gostam de seus filmes, seriados, programações televisivas, músicas, vídeos, enfim, seus interesses.

Quando a publicidade não está “interrompendo” sua diversão, ela está disputando a atenção com diversos outros tipos de conteúdo. Uma briga injusta que só a criatividade pode ajudar a vencer.

Até porque, se uma peça puder divertir o target em meio ao seu entretenimento favorito, ou mesmo captar sua curiosidade diante tanta informação, o trabalho foi bem feito.

Pois quando essa luta, no maior estilo Davi contra Golias é vencida, o público não esquece.

Ele vai se lembrar do vencedor: a marca.

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